|
COMO
E POR QUE O CRISTÃO DEVE ABANDONAR OS MAUS HÁBITOS
II (Ef. 4:29-31).
29
Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a
que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade,
para que conceda graça aos que a ouvem.
30 Não entristeçam o Espírito Santo de Deus,
com o qual vocês foram selados para o dia da redenção.
31 Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria
e calúnia, bem como de toda maldade.
32 Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se
mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.
Cristianismo significa substituir os maus
hábitos.
No domingo retrasado nós vimos três exortações
contra os pecados que devemos evitar. Na ocasião fiz a citação
de um texto do Velho Testamento, mas com endereço errado.
Terminou o culto e o irmão e presbítero Augusto me
alertou para este equívoco. Ao escutar a fita, houve a confirmação
do erro. O texto que diz: ... o que recebe salário, recebe-o
para pô-lo num saquitel furado, isto é num bolso furado,
é Ageu 1:6, e não Malaquias, conforme citado naquele
domingo.
Essas exortações dizem respeito aos nossos relacionamentos,
e cada proibição negativa é confrontada por
um princípio positivo. Fomos exortados a:
1. Substituir o hábito da mentira
>>Proibição. Falar a verdade >>
Princípio. É importante notar que os princípios
não mudam. A verdade era uma virtude importante nos dias
de Paulo, e de igual modo é uma virtude importante hoje.
2. Substituir o hábito do rancor,
ou ira incontrolada >>Proibição.
Tenha certeza de que a sua ira é justa >>Princípio.
3. Substituir o hábito de roubar
>>Proibição. Trabalhar e contribuir >>
Princípio.
Com temor e tremor, porém, com a ajuda de Deus, desejo apresentar-lhes
mais Duas exortações contra os hábitos que
devemos substituir em nossas vidas:
I. Não use a boca para o mal, mas,
sim, para o bem (4:29, 30).
A nossa conversação deve estar sempre sob controle
(4:29). A língua do cristão jamais deve ficar
fora de controle. O objetivo da nossa palavra é transmitir
graça aos que a ouvem. Não devemos nos esquecer, diz
o apóstolo, que o homem ou a mulher ou o grupo de pessoas
a quem você estiver falando, possuem almas imortais; que a
vida deles não termina neste mundo, que eles vão para
eternidade.
Aplicação: Meu querido povo cristão,
há por perto de nós homens e mulheres cansados! Por
esta causa devemos refletir quanto as palavras que nós usamos
quando conversamos. Devemos avaliar o nosso linguajar. As palavras
do nosso Senhor Jesus em (Mateus 12:35, 36) são oportunas.
A palavra nos diz: – “O homem bom
tira do tesouro bom cousas boas; mas o homem mau do mau tesouro
tira cousas más. Digo-vos que de toda a palavra frívola
que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo”.
Em função do uso de nossa boca, Paulo faz uma grande
declaração no verso 30. "E
não entristeçais o Espírito Santo, no qual
fostes selados para o dia da redenção."
1. O que é importante saber
é que o Espírito
Santo nos foi dado e que Ele habita em nós. Nenhum
homem é cristão, a menos que o Espírito Santo
esteja nele. Romanos 8:9 nos diz que se
alguém não tem o Espírito de Cristo esse tal
não é dele. Em I Coríntios 3: 16,
17, Paulo nos lembra que o Espírito Santo habita na Igreja.
Em I Coríntios 6:19, 20 Paulo nos lembra que individualmente,
nós os salvos, somos templos do Espírito Santo.
2. Entristecer o Espírito Santo é
algo que se aplica ao não crente. O incrédulo
resiste ao Espírito Santo, mas não pode entristecê-lo.
A única pessoa que pode entristecer o Espírito Santo
é aquela que pertence à família da fé.
1ª pergunta: Como é que
o crente entristece o Espírito Santo de Deus? O que causa
tristeza ao Espírito Santo? Pecado. Pecado entristece o Espírito
de Deus. O Espírito Santo é uma Pessoa, e Ele sempre
é entristecido pela nossa falta de santidade. Qualquer coisa
pertencente à carne entristece o Espírito. Gálatas
5:19-21 (fruto da carne).
Qualquer coisa pertencente à carne entristece o Espírito.
Você pode entristecê-lo com os seus pensamentos. Você
pode entristecê-lo ao não responder as suas sugestões,
o seu ensino, sua direção para a sua vida. Enfim,
tudo o que o Espírito faz em nós para nos levar a
uma vida de santidade progressiva. (Gálatas 5:16).
2 ª pergunta: Qual é o
objetivo final da salvação? Por que Deus me salvou?
Para que os meus pecados sejam perdoados apenas? Para que eu fique
livre do inferno, apenas? A resposta é: NÃO. Meus
queridos irmãos, não devemos entristecer o Espírito
Santo que em nós habita, por causa do dia da redenção.
Que dia é este? O dia em que Cristo voltar e julgar o mundo
com justiça, e quando destruirá todos os Seus inimigos.
O Espírito Santo é o Espírito sensível.
Ele odeia o pecado, a discórdia, a falsidade, a mentira,
o roubo, a linguagem incontrolada. Ele se retrai diante do pecado
na vida de um crente. Logo, se quisermos evitar que Ele se entristeça
devemos abandonar também o pecado. Todo crente cheio do Espírito
Santo deseja dar-lhe prazer e não dor.
Não me entenda mal. Não estou dizendo que você
perderá a salvação, mas que sim, não
terá a alegria da salvação. Quantos crentes
e crentes que vivem se arrastando pelo enfado do caminho neste mundo,
gemendo e chorando. Quando ele olha para dentro de si, só
vê pecado. Isso quer dizer que se você não andar
no Espírito, estará na carne e com isso o diabo investirá
contra você, insinuará pensamentos e desejos vis em
seu coração. Você se sentirá vivendo
no inferno e sentirá o inferno dentro de você.
O Espírito nunca abandona o filho de Deus. Selo é
selo e não serve se puder ser violado. Você não
fica entrando e saindo na salvação. Você não
é salvo hoje e perdido amanhã e depois salvo de novo.
Isso não é ensino bíblico.
II. Não seja amargurado (maldoso),
mas, sim, perdoador (4:31-32).
A amargura é um estado e uma condição que nunca
vê algum bem nalguma coisa. Sempre se dá um jeito de
ver algo errado, ou algum defeito no que o outro é ou está
fazendo. Existe um ditado proverbial que diz que: Quem sofre de
icterícia vê tudo amarelo. O mesmo se pode dizer daquela
pessoa que tem espírito amargurado. Para tudo o que ela vê,
sempre tem a mesma cor.
Todos nós conhecemos alguém assim. Há alguns
que nunca agradecem por algo bom que você tenha feito. Entretanto,
se você se esquecer de um detalhe, ou por um mero lapso de
língua, disser algo errado, eles são capazes de te
execrar a vida inteira. O espírito amargo vê as manchas
e falhas, contudo parece que nunca vê o que é bom.
1. Antes da salvação, vivíamos
no estado de amargura por natureza. A pessoa amargurada
faz de si mesma uma pessoa miserável. Por isso as palavras
ira, cólera e gritaria estão no nosso texto como a
força que freqüentemente está por trás
do comportamento amargurado.
2. Gritaria significa uma espécie
de briga que inclui gritos e violência. Todos nós
sabemos o que significa homens e mulheres num estado de furor e
cólera. Eles não se falam; gritam uns com os outros.
Vez por outra alguém diz gritando: Quem manda aqui nesta
casa sou eu. O vizinho do outro lado diz, Nossa... O machão
do outro lado está bravo. Você está rindo? Muitos
crentes fazem isso.
Aplicação: Meu querido irmão, gritaria
é uma atitude que não é nossa. Quer no sentido
individual, quer no nosso relacionamento familiar, quer no serviço
ou na igreja. Algumas igrejas, quando vão para a Assembléia,
os pastores têm que passar aquela última semana em
jejum, porque a Assembléia mais se parece um campo de batalha.
Ilustração: O exemplo de Moisés em Meribá,
ao ferir a rocha (Números 20:2-12).
3. A blasfêmia tem a ver com calúnia,
falar mal de alguém. Ou seja, desejo de falar
coisas ruins que prejudiquem outras pessoas. Isso inclui o prazer
de difamar os outros. Não é somente quando dizemos
coisas más contra Deus, mas somos igualmente culpados quando
de blasfemos quando dizemos coisas más de outras pessoas
que são a imagem e semelhança de Deus.
4. Malícia significa maus desejos
em relação aos outros. É
um espírito de ódio que domina a pessoa e que vive
pensando nas maneiras de como prejudicá-las. Estes males
têm que ser expulsos para longe de nós. Esse tipo de
comportamento é totalmente incompatível com o novo
homem.
Conclusão:
Graças a Deus é possível vencer
os hábitos, cuja lista começa no verso 25. Qual é
o jeito de se livrar de todos estes males, pastor? Você quer
se livrar deles? Então anote algumas sugestões de
como se livrar dos maus hábitos.
1. Comece a cultivar as virtudes.
Começa a desenvolver um novo afeto. O meio pelo qual se retiram
de algumas árvores as folhas no inverno, é o impulso
da nova vida. Esse impulso solta a folha morta para dar lugar a
uma nova folhagem.
Do mesmo modo, o cristão se livra das coisas más,
tais como: Mentira, ira, roubo, amargura, cólera, gritaria,
falar mal dos outros e toda malícia, quando permite que as
novas qualidades se desenvolvam nele.
2. Comece a cultivar a bondade.
Certamente esta qualidade é o oposto de ser amargo. Mas,
além disso, o real significado tem a sua origem em ser útil
para os outros, enquanto o azedume fica de lado, criticando, porque
o amargurado nunca é útil para nada. O amargurado
é um consumidor sanguessuga, sempre tira, sempre subtrai,
mas o bondoso dá, é útil, é benéfico.
3. Comece a desenvolver a compaixão.
Sinta as necessidades das pessoas em sua volta. Antigamente as entranhas
(ou seja, os órgãos do abdômen) eram consideradas
como o centro dos afetos. Aperte os seus órgãos abominais
e perceberá que eles são moles, eles não têm
calo e nem osso. Isso significa que não devemos chegar numa
condição na qual nada do que acontece com alguém
faz a mínima diferença para você. Não
se importar com as necessidades do próximo é paganismo.
Nós não podemos ver as necessidades do próximo
e simplesmente dizer: Deus te abençoe. O paganismo se importa
com os outros. A maçonaria e o espiritismo são exemplos
disso. Nós não devemos ver as necessidades das pessoas
e fechar os olhos. Alguma coisa tem que ser feita, meus irmãos
e isso a começar de mim. Leia na NVI I João 3:17-20).
4. Pratique o perdão.
Uma das coisas interessantes no cristianismo, é que a palavra
de Deus jamais disse: Finja que nada aconteceu com você. Perdão
é perceber o mal que foi feito contra você e então
tomar a atitude de que o que aconteceu não vai afetar o seu
relacionamento daqui para frente. O parâmetro para perdoarmos
a quem nos ofende é Cristo.
Será que você está com malícia em relação
a alguma pessoa? Você está pronto a perdoar? Se está,
acredite-me, você é cristão. Todavia, se você
continua duro e incapaz de perdoar, nada mais tenho a dizer-lhe,
exceto isso: enquanto você permanecer desse jeito, eu não
tenho prova, e você não tem prova, de que foi perdoado.
O homem que conhece o perdão tem o coração
quebrantado. Compreende que é um homem vil a quem Deus não
deve nada, mas em favor de quem Deus enviou Seu Filho único.
E o Filho levou sobre si todo o seu pecado e iniqüidade, e
a salvação lhe foi dada como uma livre dádiva
gratuita, unicamente em Cristo. Bendito seja o nome do Senhor.
Pr.
Jorge Francisco Cacuto
[topo]
|